Na loja.
Lisandra entra e encontra o balconista. - Gostaria de informa??es sobre o ocorrido na floresta, o pagamento será 5000 troks. - O balconista suspirou, o que deixou Lisandra confusa. - Ok, informarei. - Havia muitos pedidos iguais em pouco tempo, ele estava receoso de acabar no meio de uma situa??o perigosa, mas cumpriu suas fun??es.
Ela saiu meio confusa com o suspiro do balconista. - Talvez alguém poderoso tenha pedido o mesmo que eu. - Ela estava com a m?o no queixo enquanto analisava. - Deve ser por n?o termos levado os VOGs. - Ela caminhava na dire??o de uma barraca vendendo frutas ali perto. - Gostaria de uma ma??. - A dona da barraca sorri ao responder. - Claro, s?o 100 troks. - Lisandra paga e continua seu caminho.- “A conclus?o mais plausível é que houve uma raz?o, n?o uma simples luta por VOGs.” - Ela tomou a primeira mordida na ma?? enquanto se perdia em seus pensamentos. Decidiu n?o pensar tanto, n?o podendo adivinhar e continuou comendo a ma??.
Ela pensou em Marcus. - O que será que ele tem ? - A derrota de Marcus na batalha a surpreendeu muito. - Talvez uma maldi??o ? - Ela balan?ou a cabe?a e agilizou os passos para à casa.
Em Balduin, uma casa pegou fogo, havia um homem e três corpos carbonizados, era Marcus.
Ele estava em pé em frente a três corpos carbonizados. Se ajoelhou perante os corpos, lágrimas caindo de seus olhos, ele leva as palmas das m?os ao rosto, as gotas de lágrimas atravessando por entre seus dedos e caindo no ch?o.
Ele sente um agarr?o em seu joelho. Surpreso, surpreso ele tira as m?os do rosto e olha para o ch?o vendo o pequeno corpo carbonizado agarrando seu joelho. - O que… eu fiz ? - A boca carbonizada mexe.
Marcos acorda assustado, suando e horrorizado. Suspira. - Os sonhos voltaram e ficaram mais frequentes. - Ele leva a m?o direita à testa, enxugando o suor.
Ele ainda estava sentado na cadeira, pegou no sono sem saber.
Levanta-se e vai à porta, ao abri-la, Doam estava prestes a bater. - Achei que algo tinha acontecido. - Marcus n?o saía do quarto já há algum tempo. - Quanto tempo faz ? - Marcus n?o sabia por quanto tempo tinha dormido. - uma ou duas horas. - Ele estava surpreso, n?o imaginava que tanto tempo havia se passado. - Lisandra chegou, vamos. - Marcus apenas acenou com a cabe?a enquanto seguia Doam.
Doam caminhou até uma sala, nela havia dois sofás um em frente a outro, no meio uma mesa com um mapa e um ponto vermelho marcado no mapa.
Eles se sentam em frente a Lisandra. Ela viu olheiras em Marcus. - O que você tem, é uma maldi??o ? - Marcus ficou surpreso, sorriu levemente sem gra?a enquanto respondia. - Queria que fosse… S?o erros do passado. - Ela sentiu pena de Marcus, seu problema era mais sério do que ela esperava. - N?o podemos continuar com você desse jeito. - Marcus sabia, mas desconhecia um método que pudesse curá-lo.
- Eu sei de alguém que talvez possa ajudá-lo. - Ela se levantou do sofá e caminhou até a porta enquanto dizia.- Me sigam. - Ambos seguiram Lisandra, era noite, poucas pessoas na rua, eles caminharam evitando os patrulheiros noturnos.
- Você ficou sabendo sobre a luta que aconteceu na floresta ? - Um patrulheiro questionava seu companheiro de patrulha. Lisandra para para escutar, vendo sua guia parada, Doam e Marcus param junto. Ela movimenta o dedo indicador nos lábios, indicando para que eles fiquem quietos.
- Todos est?o sabendo, os VOGs permaneceram, isso é muito anormal. - o companheiro do patrulheiro o responde enquanto perguntava - Porque você acha que deixaram para trás ? - O patrulheiro pensa por um momento. - Isso n?o importa para nós, só queria ter pego os VOGs. - ele suspirou de desanimo. - O império tem varios, provavelmente v?o só largar no cofre ou coisa do tipo, eu poderia ter vender… daria uma quantia gorda. - O companheiro acena com a cabe?a. - O mundo é mesmo injusto, quem n?o precisa é quem ganha tudo. - Ambos seguiram e continuam conversando sobre a batalha na floresta e enquanto patrulham. - Todos sabem ? - Lisandra estava surpresa, n?o imaginava que a batalha fosse escalar tanto assim. - Por isso o balconista suspirou ? . - Doam e Marcus n?o estavam t?o surpresos quanto Lisandra.
- Por que tanta surpresa ? - Marcus questionou Lisandra. - N?o foi algo grande, n?o há motivo para tantas pessoas saberem sobre, o império n?o se importa com a morte de detentores independentes. - Detentores independentes se referiam a quem n?o possuía filia??o nenhuma, agindo sozinho. - Ent?o porque tantas pessoas sabem ? - Ela perguntou enquanto olhava para Marcus, Doam que n?o pertencia ao mundo dos detentores até a batalha passada, apenas absorveu as informa??es que ouviu.
Marcus n?o conseguia responder a Lisandra, era realmente estranho, mas para ele, n?o era nada digno de aten??o. - Vamos logo, perdemos muito tempo aqui. - Ela continuou o caminho, mais rápido do que antes. Marcus a informou sobre seus nomes falsos e informa??es relevantes enquanto caminhavam.
- Talvez tenha sido um erro permanecer fraco e discreto ? - Ao ver que n?o entendia o mundo em que estava, Doam se questionou sobre suas escolhas passadas e Marcus pensava que n?o conseguia entender Lisandra. ambos mantiveram seus pensamentos em suas mentes enquanto seguiam Lisandra.
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Eles chegaram a um prédio com uma placa escrito hotel maias.
Lisandra entrou primeiro e se direcionou a um balc?o que havia próximo à porta. O hotel era um local belo, limpo e tinha um bom cheiro, ao lado havia um sal?o com diversas mesas para os residentes se alimentarem a qualquer hora. Do outro lado um corredor que levava a uma escada e aos quartos. - Olá, Gostaria do quarto 509, no último andar a direita do corredor principal. - O atendente do balc?o estreitou os olhos momentaneamente, o que Lisandra acabara de dizer era ilógico, n?o existia um quarto 509. o prédio tinha, no máximo 300 quartos.
- Quais seus motivos ? - O balconista ignorou as formalidades e perguntou diretamente a Lisandra. O que ela acabara de falar era um código para se encontrar com o dono do hotel.
Ela sorriu. - Isso o verde vai saber. - O atendente do balc?o permaneceu em silêncio enquanto pensava. - Tudo bem, mas me dê seus nomes… claro, seus nomes verdadeiros. - Ele queria ter algo para se prevenir. - Tudo bem! Meu nome é Emerald - Ela aponta com o indicador para Doam. - Ele se chama Izaque. - Move o dedo para Marcus e diz - Ele se chama Tobias. - Eles haviam informado a Lisandra das informa??es relevantes sobre a jornada.
O atendente aponta para o corredor. - Siga até o final, lá pise duas vezes fortemente no ch?o, toque 4 vezes na parede a direita e 1 à esquerda e de um soco fraco no teto. - Lisandra poupou palavras e seguiu as instru??es do atendente do balc?o com Doam e Marcus. Ao chegar ao fim do corredor ela seguiu fielmente as instru??es. Após um momento o espa?o se distorce e eles aparecem em uma sala e viram um homem sentado no sofá com a perna direita sobre a esquerda. Ele usava uma jaqueta verde escuro e uma camisa cor de esmeralda com uma cal?a bege e sapatos pretos - Me chamo Mateus. Qual o pedido de vocês ? - Matheus n?o demonstrava qualquer sinal de surpresa, permanecia calmo, como se ocorresse cotidianamente. - E por favor, sejam diretos, poupem diálogos desnecessários. -
Doam estava meio tonto, mas permaneceu calmo.
- é ele quem precisa de ajuda. - Ela mostra Marcus a Matheus. - Muito bem, o que você quer ? - Marcus estava meio receoso mostrando dúvidas em sua express?o. Matheus suspira. - Você quer ou n?o ajuda ? - Matheus estava ficando impaciente com Marcus.
Marcus explica sua situa??o brevemente. - quero esquecer uma parte do meu passado. um arrependimento específico que possuo. - Matheus ficou quieto, pensando em possíveis solu??es para o problema. - eu só posso esconder no seu subconsciente… Mas - Ele fez uma pausa temporária enquanto olhava para Marcus com completa indiferen?a. - vai surgir de novo e quando surgir… será pior do que atualmente e quanto mais gatilhos você ter, mais rápido e pior será quando retornar. - Marcus estava perplexo, seu rosto pálido. - se agora eu já acho impossível de suportar, se for pior…- Ele comparou o atual do futuro e olhou para Doam e Lisandra. - Essa é uma escolha que você tem que fazer - Antes de Doam sequer pensar em responder de alguma forma, Lisandra respondeu primeiro. - qu?o pior ? - Matheus n?o se abalou com a cena e respondeu francamente. - Isso eu n?o sei, depende de muitos fatores. mas pense que será duas vezes pior. - Marcus n?o conseguia se decidir, se permanecesse iria estagnar o plano de Vermont, se o fizesse, seu futuro seria imprevisível. Abaixando a cabe?a ele decidiu.
- Tudo bem, eu farei. - Só quando ouviu isso, Matheus sorriu. - O pagamento será um VOG omega da imagina??o. - Marcus ficou paralisado. - O que ? - Doam n?o conseguia acreditar, mesmo n?o sendo no mundo dos detentores a muito tempo, sabia da raridade dos VOGs sua express?o era de incredulidade.
- Como assim “O que ?” você acha que vai ser de gra?a ? - Matheus estava descontente com seus clientes. - Se n?o podem pagar, saiam daqui. - Marcus o respondeu rapidamente. - Tudo bem. - Doam e Lisandra estavam surpresos. - Você possui um VOG da imagina??o sobrando ? - Marcus estava pálido e negou com a cabe?a, o que deixou Lisandra e Doam ainda mais confusos. - você n?o vai abdicar, né ? - Doam ficou ainda mais confuso com a pergunta de Lisandra. - Sim! - Respondeu Marcus. Ele colocou sua palma da m?o no peito e a retirou devagar, um brilho de diversas cores apareceu em sua palma, sua express?o de dor extrema, ele gritava de dor quanto mais retirava a palma. Doam tenta correr em dire??o a Marcus, mas Lisandra estende o bra?o na frente de Doam. - Está tudo bem. - Doam olhou para Lisandra e depois para Marcus de novo que cuspia sangue, seu corpo inteiro tremia, sua pele pálida. Com o brilho colorido em sua palma condensando-se ao tamanho de uma bola de gude. - Aqui está o pagamento. - Ele disse com a boca suja de sangue e estendeu a m?o para Matheus que pegou sem pestanejar. - Pagamento feito, você quer que eu fa?a agora ou quer esperar se recuperar um pouco ? Eu recomendo que espere. - Aconselhou Matheus.
- N?o, está tudo bem, apenas fa?a. - Matheus levantou-se e caminhou em dire??o a Marcus. - Que assim seja. - Matheus colocou a palma da m?o sobre a cabe?a de Marcus, sem tocá-la. Um brilho surgiu da palma e entrou na cabe?a de Marcus, ele sentiu um desconforto e fechou os olhos, seu corpo se arrepiou e tremeu violentamente, ele já n?o controlava mais seu corpo que come?ou a ter espasmos, o brilho cessou da m?o e o último resquício penetrou a cabe?a de Marcus, seus olhos se abriram abruptamente e ele desmaiou instantaneamente após caindo no ch?o.
- Tudo pronto, vocês podem sair agora. - Matheus disse enquanto estalava os dedos e o trio apareceu no mesmo local no corredor e Marcus continuava a ter espasmos a todo momento enquanto gritava em alguns momentos estando inconsciente. Eles pegaram um quarto comum para aguardar Marcus acordar.
De volta a sala, Matheus parecia animado.
- Eram eles que estavam envolvidos na batalha da floresta… Posso vender essa informa??o, talvez até ganhe outro VOG…- Matheus estava feliz, criando expectativas futuras.
No quarto do hotel.
- Pensei que você o conhecia. - Doam perguntou a Lisandra imaginando que como Lisandra conhecia Matheus, n?o haveria um pre?o. - Eu só consegui a informa??o de que alguém ajudava os outros por um pre?o. Por isso apenas disse que “sabia de alguém”
Doam concordou, a resposta de Lisandra fazia sentido. - Tenho outra pergunta, o que você quis dizer com abdicar ? - Doam n?o sabia o que significava abdicar para os detentores e o porque esse processo feriu Marcus. - é quando você abdica do próprio VOG já absorvido. - Doam estava de boca aberta, para ele isso era impossível.
- Mas por que o feriu tanto ? - Ele buscava mais informa??es, para aumentar seu próprio conhecimento sobre o mundo dos detentores. - Se lembra que disse que ao absorver, ele se torna parte de você, ne ? Ao abdicar, arranca-se parte de você bruscamente. - Doam parecia esclarecido.
- O que significa o ser ? - Ele pensava, se questionando do que o ser significava para machucar tanto ao perder uma parte. - Ent?o caso alguém me derrote é só abdicar dos VOGs para ficar vivo ? - Lisandra negou com a cabe?a. - perder 1 pode ferir gravemente, mas, caso seja mais… a morte seria o melhor que poderia acontecer. - Doam ficou assustado, engolindo seco. - O que pode ser pior ? - Lisandra mostrou uma express?o de tristeza como se lembrasse de algo de seu passado. - Seu corpo permaneceria, mas, n?o seria mais voce. - Suas pupilas para baixo, com as pálpebras quase cobrindo seus olhos.
- E o que aconteceria depois ? - Lisandra voltou a si ao ouvir a pergunta de Doam. - N?o sei. - Ela respondeu friamente enquanto saia do quarto. - Vou comer alguma coisa. - Ela abriu a porta e saiu do quarto, caminhando pelo corredor e andando até a sala de refei??es.
- Porque estou lembrando disso agora ? - Se perguntou Lisandra.
De volta ao quarto.
- Há muitas coisas que n?o sei. Preciso de mais conhecimento sobre detentores e VOGs - Doam sabia o que precisava, mas n?o sabia onde encontrar ou procurar.

