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Capítulo 05 Lugar estranho.

  No navio rumo a Solarion.

  Ao sair do quarto e seguir o corredor do navio até a proa ainda meio atordoado com o sonho, Doam vê Marcus na proa olhando para o horizonte meio em transe a frente, ele se aproxima e pergunta - O que está fazendo aqui ? - Marcus volta a si e responde - Apenas pensando no passado e futuro, as incertezas que est?o em nosso caminho a frente e o que nos fez estar aqui agora -.

  Doam ficou surpreso e n?o sabia o que dizer e permaneceu quieto por alguns segundos antes de dizer - O que há para se pensar ? Se n?o houver presente o passado se torna irrelevante e o futuro inalcan?ável - Dom n?o respondeu e apenas permaneceu calado olhando para o horizonte.

  - Mas de fato pode esconder segredos que naquela época acabamos n?o percebendo alguns detalhes. - Doam continuou.

  - Sim, antes de encontrá-lo eu n?o pensava muito sobre isso, mas agora é diferente, o plano do Vermont está sendo posto em prática... mesmo que ambos eu e você n?o saibamos muito... diria na verdade que n?o sabemos de quase nada, ent?o como o plano dele está sendo posto em prática ? Come?ou quando eu o encontrei ? quando ele me disse para procurá-lo ? ou... - Doam completou - Ou antes disso, antes mesmo de eu e você nascermos -

  Ambos estavam refletindo, apesar de estarem cumprindo o desejo de uma pessoa importante na vida deles, tudo era misterioso demais, Eles n?o sabiam o plano. N?o sabiam como concretizá-lo, nem quando ou sequer se conseguiriam. Eles n?o tinham instru??es, sequer um inimigo definido. Como alguém supostamente completaria um plano desconhecido ? Quem era o inimigo e qu?o forte era o ponto de seu plano precisa ser escondido até mesmo dos integrantes do plano.

  Após alguma discuss?o sobre esse tema, eles decidiram n?o pensar muito sobre isso, afinal poderiam descobrir tudo quando juntassem todos e fossem até as ruínas e só ent?o teriam respostas para suas perguntas.

  - Sabe Doam, nesses anos em que estive aqui em Asthorn, consegui um VOG do tipo oculta??o, mas n?o posso absorver e notei que você tem certa afinidade com a oculta??o, ent?o deixarei com você que vai poder usar melhor - Marcus informou Doam enquanto levantava sua m?o e uma esfera negra aparecia em sua m?o, tinha o tamanho e espessura de uma bola de gude.

  O termo “VOG” n?o se refere às habilidades em si, mas aos fragmentos que possuem habilidades espalhadas pelo mundo.

  Esses VOGS s?o raros e, quando absorvidos, concedem ao detentor um poder específico, como oculta??o, fogo, água entre outros em que cada VOG possui um nível próprio: beta, ?mega e alfa, sendo alfa a forma mais completa e poderosa.

  - Apesar de seu VOG ser a da verdade você pode usar a da oculta??o ate certo ponto, ent?o por que dá-la pra mim ? - Doam n?o recusou direto, mas perguntou o motivo de Dom.

  - De fato, mas nunca poderia usá-la por completo e com você seria melhor aproveitada afinal você poderia usá-la por completo. - Marcus respondeu a ele, que concordou com a cabe?a e pegou a esfera e a quebrou, a esfera virou uma fuma?a fria e preta cobrindo Doam por completo e a fuma?a parecia estar sendo puxada para o peito de Doam, uma aura negra emanou dele, mas a suprimiu absorvendo-a novamente até que desaparecesse.

  - Antes eu só conseguia ocultar objetos, agora posso me ocultar também. - Os VOGS podem aperfei?oar os poderes existentes. - é uma pena que n?o ganhei nenhum novo poder. - Demonstrando leve decep??o já que os VOG também poderiam conceder poderes adicionais do mesmo tipo.

  Ele abriu os olhos. Sua vis?o estava mais nítida do que o normal, conseguia perceber objetos ocultos com uma clareza estranha. Fechou-os novamente e uma sombra negra envolveu seu corpo, desfazendo-se como pó ao vento. Quando abriu os olhos novamente, viu a mesma cena de seu sonho, agora ainda mais clara. O ambiente estava escuro, como se fosse noite.

  De repente, ele estreitou os olhos. Um suor frio percorreu sua pele e seu corpo come?ou a tremer. A cena mudou. A nuvem sob seus pés liberou uma névoa negra que engoliu tudo ao redor. Ele ergueu o olhar e viu um par de olhos gigantescos observando-o do alto.

  Foi ent?o que ouviu uma voz - Ainda é muito cedo. -

  E sua consciência se apagou.

  Com o VOG da oculta??o, isso significava que suas habilidades do tipo oculta??o estavam mais fortes, ele tentou rever a cena de seu sonho mais uma vez com mais clareza, mas algo ou alguém o impediu.

  Algum tempo depois ele acordou, ele estava encostado na parede do quarto no ch?o, ele estava atordoado e levou sua m?o a cabe?a, que doía agudamente, ele olhou ao redor e viu Marcus sentado na mesa olhando para ele.

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  - Está melhor ? - Marcus perguntou e puxou uma cadeira e ajudou Doam a se sentar.

  - O que aconteceu ? após você fechar os olhos seu corpo ficou mole e caiu no ch?o, tentei acorda-lo mas percebi que sua consciência havia deixado seu corpo e o trouxe para o quarto e comprei um colch?o para colocá-lo, mas você acordou antes que o colch?o chegasse. - Marcus estava preocupado e queria saber o que aconteceu.

  Doam contou desde o sonho até depois de perder a consciência.

  - Tentei rever a cena do meu sonho, mas n?o imaginava que minha consciência seria arrancada de meu corpo... - Doam explicou tudo o que viu para Dom.

  - Entendo, você acha que esse lugar poderia ter alguma rela??o com Vermont e nosso objetivo ? - Marcus estava certo de que sim, mas queria saber o que Doam, que foi quem havia passado por tudo aquilo pensava da situa??o.

  - Tenho certeza absoluta de que sim depois da voz dizer que n?o estava na hora. Aparentemente é algum lugar que vamos ter que ir depois e isso só deixa tudo ainda mais estranho e perigoso. - Doam disse enquanto pensava, afinal ao fazer algo no momento errada poderia atrair o "inimigo" de seu av?, já que deve ter um motivo pelo qual Vermont fez tudo de forma t?o misteriosa e secreta.

  Marcus pensava de forma diferente, mas no geral tinha o mesmo sentido. Ele ent?o informou a Doam que algo estranho havia acontecido quando ele perdeu a consciência. - Quando você desmaiou - disse Marcus - o céu simplesmente… mudou. Ficou negro. Raios caíram no mar e ondas enormes se ergueram em nossa dire??o. Mas… antes que nos atingissem, desapareceram. Como se nunca tivessem existido. A anomalia havia desaparecido e tudo estava t?o normal que era estranho. Os passageiros normais n?o perceberam nada de anormal

  - Você acha que alguém conseguiu detectar o que aconteceu aqui ? Doam perguntou

  - Vamos seguir tendo isso em mente, estamos no meio de algo mais aterrorizante do que eu imaginava. - Marcus informou um planejamento a Doam, ele estava apreensivo, o desconhecido era o que os humanos mais temiam. eles sabem que algo aconteceu, mas n?o conseguem saber o que aconteceu e isso os fez ficarem tensos esperando que algo ruim acontecesse a qualquer momento durante a viagem e desconfiavam de todos os passageiros e marinheiros do navio.

  A paranóia tomou conta. Eles faziam turnos para que um ficasse de vigia. Isso fez da viagem extremamente estressante para eles, os passageiros do navio come?aram a olhar para eles de forma estranha por causa disso e especularam que eles eram fugitivos. O que fez Doam e Marcus ficarem ainda mais tensos, mas contrariando isso, a viagem foi tranquila. O que era anormal, mas decidiram ignorar por enquanto, afinal n?o tinham como comprovar nada.

  Logo chegaram ao porto de Solarion, mas n?o conseguiram esquecer o que havia acontecido apesar de decidirem ignorar, ambos estavam quietos enquanto desciam do navio.

  Eles andaram na rua de Solarion e chegaram a uma pra?a onde viram um senhor sentado em um banco alimentando pombos com migalhas de p?es, eles se aproximaram do senhor e Doam falou - Bom dia senhor, poderia me informar onde tem um hotel para nos hospedarmos próximo daqui ? - O senhor permaneceu em silêncio enquanto alimentava os pombos, eles n?o sabiam o que fazer, foi quando uma crian?a se aproximou deles e disse - Ele n?o fala mais - explicou o garoto.

  - Só vem aqui alimentar os pombos. - Doam ficou esclarecido e fez a mesma pergunta que tinha feito ao senhor ao garoto que o informou um caminho que para chegarem ao hotel nulin, era um ótimo hotel, n?o era muito caro, mas também n?o ficava nos melhores dos lugares de Solarion.

  Ambos seguiram ao leste de onde estavam e seguiram a rota informada pelo garoto, as vezes viravam a esquerda, às vezes a direita o que os fez observarem a cidade, notaram que na pra?a n?o haviam muitos moradores de rua e as pessoas se vestiam bem e eram cheirosas, as casas e prédios tinham um aspecto nobre, mas a medida que andavam o clima mudava, mais mendigos apareciam, pessoas desarrumadas, sujas e fedidas apareciam com mais frequência.

  Quando essa vista come?ou a ser frequente para eles, viram o hotel Nulin, havia cora??es neon ao redor do nome e ao entrar no hotel se surpreenderam. Era limpo e arrumado apesar de possuir um cheiro estranho e n?o ter muita ilumina??o, sendo o completo oposto das ruas.

  chegaram a uma bancada e tocaram uma campainha que estava em cima da bancada e uma senhora apareceu diante deles - Bom dia, senhores! Em que posso ajudá-los ? -

  - Bom dia, gostaríamos de um quarto. - Disse dom a senhora, demonstrando cansa?o da viagem estressante.

  - Entendo, n?o é comum ver casais gays vindo de Asthorn, eles abominam esse tipo de rela??o. - Disse a senhora de forma simpática aos dois.

  - ... - Marcus estava incrédulo, expressando dúvida em seu rosto e ficou momentaneamente paralisado.- Parece ter havido um engano, n?o somos gays, só queremos um quarto do hotel para dormirmos -

  Dessa vez foi a recepcionista que ficou momentaneamente sem palavras, sua express?o demonstrava confus?o - Pe?o desculpas pelo engano, mas aqui é um motel e n?o um hotel - ela informou enquanto sorria levemente divertida e isso fez Dom ficar envergonhado.

  - Como você imaginou somos de Asthorn e n?o conhecemos o local, andamos até uma pra?a e encontramos um garoto e ele nos recomendou o local - Doam disse a senhora atendente com um sorriso no rosto enquanto Dom permanecia com uma express?o de confus?o.

  - Entendo, provavelmente essa foi uma desculpa que o pai dela deu por frequentar esse local, há muitos homens casados que vem aqui. mas se voltarem um pouco o caminho ver?o um local chamado hotel maria, lá vocês conseguir?o o quarto. - A senhora, acostumada com situa??es semelhantes rapidamente achou uma raz?o para a crian?a ter recomendado o local.

  - Agradecemos pela informa??o - Disse Doam enquanto saia do local e Dom o seguiu ainda um pouco confuso.

  - Você n?o parece ter frequentado esses locais antes - Doam perguntou a Dom, lembrando de suas express?es confusas

  - Nunca tive muito tempo, minha família sempre foi pobre e mal tínhamos dinheiro para manter a moradia e alimento, as vezes que eu transei foram em florestas e locais escuros e escondido, nunca frequentei locais desse tipo antes. - Dom disse e Doam perguntou novamente

  - Mesmo após conseguir um bom dinheiro nunca pensou em ir ? - Doam mostrou uma express?o divertida enquanto perguntava.

  - Na verdade n?o, foi Vermont que me tirou de minha situa??o e jurei me dedicar a realizar seu desejo, desde ent?o nunca estive com uma mulher ou frequentei bares e sequer bebi álcool. - respondeu Dom. ele havia abdicado de todo lazer e prazer para ajudar Vermont.

  Enquanto conversavam acabaram chegando ao hotel da maria, ao entrar o ambiente era diferente. antes só havia uma bancada, desta vez havia um sal?o com mesa e pessoas bebendo e comendo. ao chegarem ao balc?o havia um recepcionista que os atendeu e eles pegam um quarto com duas camas, havia uma janela com vista para a rua, que n?o era uma boa paisagem de se ver gra?as aos mendigos, a sujeira e ao fedor. Havia ratos correndo pelas ruas e crian?as com roupas rasgadas, algumas roubavam comida, outras carteiras e assim era a vista da janela. havia uma geladeira pequena apenas com um pouco de água.

  a situa??o e o ambiente os fizeram se descontrair e relaxar um pouco.

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